Dor Neuropática

Dor Neuropática

O Que é Dor Neuropática?

Dor neuropática é a dor que surge decorrente de doença no sistema nervoso. A dor neuropática atinge aproximadamente 5% da população, entre os pacientes com diabetes a frequência é maior e varia de 10 a 20% dos doentes.

Quais são os sintomas?

O desconforto dos pacientes com dor neuropática têm um perfil característico e frequentemente se manifesta como dor em queimor, dor em choque, dor em picada, dor em agulhada ou dor em formigamento. Ocorre associado, alteração de sensilidade como perda ou diminuição de sensação do tato na área da dor. Os pacientes têm maior dor quando expostos ao calor, e também podem ter dor quando expostos ao frio, são extremamente sensíveis ao toque, quando estimulados pelo contato mecânico a dor se manifesta. Estímulos mecânicos não dolorosos, como contato de chumaço de algodão sobre a pele, pode produzir dor intensa.

Quais são as Causas?

As causas são diversas como regra geral qualquer doença ou lesão que atinge o sistema nervoso é uma causa de dor neuropática.

  • Traumatismo - fratura acometendo o sistema nervos, amputação.
  • Doenças metabólicas - diabetes.
  • Doenças infecciosas - Herpes zoster, tuberculose.
  • Doenças inflamatórias- esclerose múltipla.
  • Doenças vasculares - acidente vascular cerebral (derrame).
  • Doenças degenerativas - hérnia de disco

Quais são os Tipos de Dor Neuropática?

Dor fantasma - é a dor que se origina após amputação de uma parte do corpo, essa amputação lesa o nervo. A dor ocorre no território do membro amputado, apesar de o membro não estar presente. Entre as pessoas com amputação de membro 60 a 80% têm dor fantasma.

Dor neuropática periférica - é a dor que ocorre devido a doença ou lesão nos nervos periféricos. A diabetes devido a hiperglicemia (altos níveis de glicose no sangue), lesa os nervos e causa uma dor neuropática periférica, acometendo mãos e pés.

Dor central - é a dor neuropática que ocorre por doença ou lesão do sistema nervoso central, ou seja cérebro e medula espinhal. As causas principais são traumatismo que atingem a medula ou cérebro (fraturas na coluna ou no crânio), acidente vascular cerebral (AVC) conhecido como derrame e esclerose múltipla (doença inflamatória auto-imune que atinge o sistema nervoso central).

O herpes zoster é uma infecção que atinge principalmente, a medula torácica e lombar, causando dor neuropática no tórax e no abdome, sendo muito comum em idosos.

Como é feito o Diagnóstico?

O diagnóstico da dor neuropática é feito por meio de uma detalhada avaliação clínica realizada em uma consulta médica. Nessa consulta informações colhidas da história clínica soma-se aos achados de exame físico e exame neurológico. O exame físico deve ser dirigido a queixa porém, completo e minucioso atento aos detalhes específicos do paciente. O exame neurológico avalia todas as funções do sistema nervoso periférico e central do paciente, correlacionando com os dados da história.

Realizada a consulta médica é definida a necessidade de exames complementares seja exames laboratoriais (sangue, urina, liquor), exames de imagem (radiografia simples, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética), estudos eletrofisiológicos e termométricos.

Casos em que persista dúvida sobre a causa da dor, utilizamos o bloqueio diagnóstico. O bloqueio diagnóstico permite que a dor do paciente seja reproduzida durante a aplicação da técnica, assim determinamos exatamente a via nervosa que causa a dor e que deve ser tratada.

Como é o Tratamento?

Em uma clínica de dor, a dor neuropática é uma das mais difícil de ser cuidada. É assim, necessário a atuação em duas frentes:

  • Tratamento da causa da dor neuropática: correção de fraturas, tratamento do diabetes, tratamento do herpes zoster, tratamento do acidente vascular cerebral e etc;
  • Tratamento da dor neuropática: é o tratamento sintomático da manifestação dolorosa. A estratégia é multimodal, ou seja é a reunião de vários instrumentos terapêuticos como medicamento analgésico, antiepilético, modulador de neurotransmissores, fisioterapia, acupuntura, bloqueios terapêuticos, técnicas analgésicas minimamente invasivas. Abordagem multiprofissional: médico, psicoterapeuta, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista. A reunião de instrumentos terapêuticos e de profissionais objetiva atender toda a complexidade do dor neuropática.

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Dor: Dom divino
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