Dor Lombar



O Que é Dor Lombar?

Dor lombar ou lombalgia é definida como a dor localizada abaixo das últimas costelas dorsais e acima da região glútea. É um sintoma muito comum estima-se que 65 a 85% da população terá lombalgia em algum momento da vida. A lombalgia pode ser aguda quando tem duração inferior a 3 meses e a crônica quando persiste por mais de 3 meses.


Quais são os Fatores de Risco?

Características individuais, hábitos de vida, exposição ao trabalho aumentam a chance da pessoa desenvolver dor lombar. Os principais fatores de risco para a ocorrência de lombalgia são:

1. Fatores Ocupacionais

Levantar peso
Empurrar objetos pesados
Posição sentada por tempo prolongado
Tarefas monótonas ou que exijam flexão ou rotação do tronco
Expor-se a estímulos vibratórios

2. Fatores Constitucionais

Ganho de peso
Obesidade
Altura
Má postura
Fraqueza dos músculos abdominais e espinhais
Falta de condicionamento físico

3. Fatores Psicossociais

Depressão
Hipocondria
Histeria
Alcoolismo
Tabagismo
Divórcio
Insatisfação ao trabalho


Quais são as Causas?

A dor lombar no que diz respeito as causas pode ser dividida em dois grupos:

Dor Lombar Específica é a dor lombar que surge decorrente de uma doença que afeta a região da coluna lombar e causa dor. Podemos ter assim, doenças como fratura de ossos, infecção de articulação, tumor, doença reumática que acometendo a estrutura da coluna lombar causarão lombalgia. Há nesse grupo também, doenças que não estão na coluna mas causam dor na região lombar, como a endometriose e o cálculo renal (pedra no rim).

Dor Lombar Inespecífica é a dor lombar que se origina na coluna lombar mas não encontramos nenhuma doença como no grupo anterior. Encontramos pequenas alterações na estrutura da coluna, que estão associadas com o natural envelhecimento do organismo e que podem ou não ser responsáveis pela dor lombar. Aproximadamente 90% das lombalgias são desse tipo. Estudos com esses pacientes relacionam quatro causas principais:

1. Doença no disco intervertebral lombar - coxim gelatinoso que fica entre os corpos ósseos vertebrais;

2. Doença na articulação interapofisária - articulação que une as estruturas posteriores dos corpos ósseos vertebrais;

3. Doença na musculatura lombar - a região lombar é rica em músculos que estabiliza e movimenta a coluna;

4. Doença na região sacroilíaca - o sacro é uma estrutura óssea que fica no fim da coluna e se articula com ossos da bacia, formando a região sacroilíaca.


Como é feito o Diagnóstico?

O diagnóstico da dor lombar é feito por meio de uma detalhada avaliação realizada em uma consulta médica. Nessa consulta informações colhidas da história clínica soma-se aos achados de exame físico. O exame físico deve ser dirigido a queixa, mas completo e minucioso atento aos detalhes específicos do paciente.

Realizada a consulta médica é definida a necessidade de exames complementares seja exames laboratoriais (sangue, urina, liquor), exames de imagem (radiografia simples, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética), estudos eletrofisiológicos e termométricos.

Casos em que persista dúvida sobre a causa da dor, utilizamos o bloqueio diagnóstico. O bloqueio diagnóstico permite que a dor do paciente seja reproduzida durante a aplicação da técnica, assim determinamos exatamente o local da coluna que causa a dor e que deve ser tratado.


Como é o Tratamento?

O tratamento da dor lombar aguda apóia na tríade repouso relativo, correção postural e analgésicos. Acupuntura, fisioterapia, massagens, terapias de relaxamento são bons auxiliares ao tratamento. Os pacientes com dores intensas ou que não melhoram com o tratamento inicial têm melhor resposta com bloqueio terapêutico.

O tratamento da lombalgia crônica é complexa. Envolve uma estratégia multiprofissional, em que o médico coordenará: o uso de medicamentos (analgésicos, opióides, antiinflamatórios, antineurálgicos, relaxantes musculares, neuromoduladores), terapia física (acupuntura, educação postural, reabilitação física), terapia psicológica (manejo de estressores, ansiedade e quadros depressivos), terapia nutricional (adequação de dieta, perda ponderal, aumento de massa magra). Procedimentos minimamente invasivos como bloqueios terapêuticos, radiculotomias, epiduroscopia, anuloplastia são opções que beneficiam os pacientes mais rebeldes ao tratamento inicial.

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