Bloqueio Nervoso para dor oncológica

11 / 07
2013

O câncer de pâncreas em seu inicio costuma apresentar-se assintomático, porém em 80% dos casos quando começam a apresentar seus sintomas característicos que são dores na parte superior do abdômen e nas costas estão em estado avançado onde a cirurgia não pode ser realizada.
 
O uso da medicação usual como morfina para a redução da dor causada pelo câncer minimiza o sintoma, porém não o extingue e nem combate de maneira satisfatória melhorando a qualidade de vida do paciente, o bloqueio nervoso como método associado à medicação para a maior redução dos incômodos causados pelo câncer hoje é bastante utilizado para o tratamento desta e outras doenças.
 
O bloqueio nervoso age impedindo que os estímulos de dor cheguem até o cérebro com a implantação de uma agulha próxima ao nervo ou a articulação do músculo e injeta-se um agente terapêutico que pode ser anestésico, neurolítico físico ou neurolítico químico que inibe a manifestação da dor.
 
O tratamento quando realizado por profissionais qualificados para exercer tal função é seguro sendo contraindicado apenas para pacientes que possuem alguma infecção no local onde deve ser aplicado o bloqueio e em pacientes hemofílicos.

Tipos de Anestesia e suas utilizações

09 / 07
2013

A anestesia como o próprio nome já sugere é o processo realizado para anestesiar o corpo para que possa ser realizado qualquer processo cirúrgico e exames diagnósticos sem que haja a presença de dor em decorrência das incisões. A anestesia é um procedimento realizado mundialmente há cerca de 160 anos, e ainda hoje há bastante resistência dos pacientes quanto ao processo, por sem conhecimento o considerarem perigoso, sendo que a média de complicações é de 1 a cada 200.000 anestesias aplicadas. Antigamente algumas substâncias como álcool e éter eram usadas para a realização da anestesia, com o passar dos anos houve o aperfeiçoamento dos métodos até chegarmos aos utilizados nos dias de hoje.
 
Os tipos de anestesia variam de acordo com a complexidade do procedimento cirúrgico a ser realizado, nas mais simples o paciente permanece acordado sendo aplicada a sedação apenas local, já naqueles mais invasivos é comum a utilização da anestesia geral.
 
• Anestesia Geral: É aplicada via venal, deixando o paciente totalmente inconsciente sendo necessário o uso de respirador durante a realização da cirurgia.
 
• Sedação: É um estado de alteração de consciência que é ministrada em diferentes níveis, onde o paciente pode ficar totalmente acordado, ou pode apresentar profunda sonolência que é útil para a realização de exames como endoscopia.
 
• Anestesia Regional: Aquela no qual o sedativo é aplicado próximo a um nervo ou feixe de nervo para que parte do corpo seja anestesiado. A anestesia regional está subdividida em dois métodos:
- Raquianestesia (Raqui): A anestesia é introduzida na região lombar até localizar o líquido cefalorraquiano (no qual a medula espinhal é envolvida). É injetada uma pequena quantidade de anestesia proporcionando a perda da sensibilidade das pernas.
- Peridural: A técnica é semelhante à Raquianestesia, porém o volume de líquido anestésico ministrado é maior.
 
• Anestesia Local: É injetada a substância anestésica na pele perto ao local a ser operado, podendo ou não ser acompanhada de se sedação.
Os procedimentos descritos acima são realizados pelo médico anestesiologista (anestesista) que deverá estar presente durante todo o procedimento cirúrgico ou exame diagnóstico.

Tratamento para dor oncológica

05 / 07
2013

A dor acomete de 60% a 80% dos pacientes diagnosticados com câncer sendo que menos da metade já a sentiam no momento do diagnóstico e cerca de 90% possuem o incomodo em fases avançadas da doença. Ciente de tais informações a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a dor associada ao câncer uma emergência médica mundial.
 
Uma das características principais da dor oncológica é sua intensidade que se divide em três níveis variáveis de acordo com alguns fatores como estadiamento da doença. O tratamento para a dor é prescrito com medicamentos que respeitam os níveis em que as dores são sentidas, podendo ser analgésicos simples e anti-inflamatórios, analgésicos moderados ou até mesmo opióides como morfina.
 
Além do tratamento com medicamentos pacientes com câncer em sua grande maioria necessitam procurar alguns outros métodos que os ajudem a superar a dor, pois devido à gravidade da doença as dores podem agravar-se por motivos de origem psicológica em decorrência de possível depressão ou ansiedade. Há ainda as opções de bloqueio terapêutico ou bloqueio anestésico que associados ao uso de medicamentos apresentam melhora significativa em cerca de 50% dos pacientes.

Tratamento para lombalgia com acupuntura

01 / 07
2013

A lombalgia não pode ser caracterizada como uma doença, sendo prioritariamente um sintoma que surge por motivos diversos. Acontece quando a pessoa apresenta intensas dores na região lombar, ou seja, na região mais baixa da coluna próxima à bacia.
 
O tratamento para lombalgia é realizado quando ocorrem chamadas crises, períodos em que as dores intensificam-se. O repouso é a principal indicação para aqueles que sofrem de lombalgia, sendo contraindicada em períodos de crise aguda a realização de exercícios.
 
O uso de algumas substância tidas popularmente como boas para alívio da lombalgia como: Vitamina B12, cortisona, cálcio, gelatina de peixe, casca de ovo, geleia de tubarão e casca de ostra, não têm sua eficácia científica comprovada. Atualmente o mais indicado é o uso de analgésicos ou sedativos prescritos e o total repouso para que o paciente possa sentir a diminuição dos sintomas.
 
Em períodos em que as dores não apresentarem-se é importante que o paciente pratique esportes, massagens e alongamentos a fim de fortalecer os músculos das costas e promover a boa postura, a atividade física mais indicada é a natação.
 
Em alguns casos a lombalgia pode tornar-se crônica e mesmo com o uso de medicação por sete dias consecutivos as dores não amenizam, nessas situações é necessário que se realize um tratamento mais complexo, com fisioterapia, acupuntura, psicologia a fim de eliminar o estresse que é um dos agentes que causam a lombalgia.

Acupuntura no tratamento da Fibromialgia

26 / 06
2013

A fibromialgia é síndrome crônica que causa dores persistentes e difusas em pontos dolorosos tensos conhecidos como “tender points” que podem estar presente em todo o corpo. Em decorrência destas dores a síndrome também pode causar sintomas como insônia, depressão, ansiedade, dores de cabeça, fadiga, rigidez matinal, síndrome do intestino irritável e síndrome da bexiga irritável.
 
O tratamento para fibromialgia pode ser realizado em diversas frentes e caberá ao médico e paciente analisarem o melhor método a ser aplicado, hoje um dos métodos utilizados para seu tratamento é a acupuntura.
 
A aplicação da acupuntura juntamente com outros procedimentos medicinais é empregada na diminuição dos sintomas da fibromialgia, apesar de ainda não haver um consenso entre a comunidade médica que consolide a acupuntura como um dos principais tratamentos para a doença, a maioria dos pacientes submetidos ao procedimento apresentam melhoras significativas. Realizando o estímulo dos terminais nervosos, o método proporciona o aumento da produção de serotonina e endorfina no sistema nervoso central, agindo como um intenso analgésico e suspendendo assim a dor. O procedimento realizado em pacientes que possuem dores localizadas em um conjunto de músculos e não em extensões por todo o corpo tendem a apresentar resultados mais satisfatórios.
 
As aplicações de acupuntura devem ser realizadas de maneira periódica, pois ainda não apresenta resultados permanentes no manejo da fibromialgia, devendo ser efetuadas com espaçamento determinado para que as dores não se tornem recorrentes.

Como é feito o diagnóstico da Dor Neuropática

12 / 06
2013


O diagnóstico da dor neuropática nem sempre é realizado rapidamente, pelas dores relatadas pelos pacientes serem facilmente associadas a outras doenças que poderiam ser causadoras de tal incomodo. A avaliação prévia é realizada através de uma detalhada avaliação clínica que considerará a latência da dor em relação ao seu inicio e a frequência com que se torna presente.
 
O diagnóstico da dor central é ainda mais complexo, já que não é possível estabelecer um padrão dos locais em que a dor concentra-se, dificultando assim a identificação de onde ocorreu a lesão no sistema nervoso central. A neuroanatomia da distribuição da dor neuropática ajuda no diagnóstico da dor central, pois comumente esta variante da dor neuropática acomete apenas um dos lados do corpo, com exceção a dor neuropática ocasionada por esclerose múltipla.
 
Para a realização do diagnóstico definitivo é necessário a realização de exames laboratoriais e de imagens que o permita como: Sangue, urina, radiografia simples, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética. A eletroneuromiografia revela acometimentos periféricos importantes para o diagnóstico em diabéticos.
 
Em casos específicos onde não foi possível sanar a causa da dor com os métodos citados acima, realiza-se o bloqueio diagnóstico que permite reproduzir a dor do paciente durante a aplicação do procedimento, podendo-se definir com exatidão a via nervosa que causa o incomodo.
 

Quais são as principais causas da Dor Neuropática?

07 / 06
2013

Os fatores que darão origem a Dor Neuropática são:
 
• Traumas: Acidentes ou fraturas cirúrgicas quando não tratados adequadamente podem afetar nervos periféricos, cranianos, medula espinhal, raízes dorsais, regiões do encéfalo.
 
• Doenças infecciosas: Doenças causadas por bactérias ou vírus deteriorando os nervos pela eliminação de toxinas ou pela presença de microrganismos nos mesmos. Determinante na causa de fortes dores que eventualmente podem persistir mesmo após o tratamento curativo da doença como na Herpes Zoster (cobreiro) e Tuberculose.
 
• Doenças metabólicas: Doenças como a diabetes mellitus em sua fase degenerativa pode lesar o revestimento dos nervos ocasionando a neuropatia diabética. A dor neuropática pode ser ocasionada também em decorrência de doenças como: Amiloidose, hipotireoidismo, AIDS, deficiência de vitaminas do complexo B, alcoolismo, doença de Fabry e doenças autoimunes.
 
• Doenças vasculares: Acidente vascular encefálico (derrame), siringobulbia e mal de Parkinson.
 
• Doenças medulares: Esclerose múltipla, lesões isquêmicas e siringomielia
 
• Doenças degenerativas: Hérnia de disco
 
Quando ocorre a danificação de vários nervos é denominada a polineuropatias que pode ocasionar dores no tronco, braços e pernas simultaneamente. As dores podem se apresentar de maneira continua ou intermitente, assim como possuem variações de intensidade de acordo com o estagio que está a doença ou o dano causado aos nervos.
 

Hipertensão e dor

28 / 02
2013

Um estudo realizado com a população da Noruega (10135 participantes) observou que pacientes que têm dor crônica, tem mais chance de apresentar alterações na pressão arterial. Inclusive quanto maior a intensidade da dor crônica, maior o risco de desenvolver hipertensão. Esses achados reforçam a tese, que o sistema modulatório cardiovascular tem relação direta com o sistema modulatório da dor.
 
Referência:
Pain vol 154 (2), 257-62, fev 2013.
 
 

Dor cervical ou Cervicalgia – Como é feito o diagnóstico?

04 / 02
2013

Como é feito o Diagnóstico?

O diagnóstico da dor cervical é feito por meio de uma detalhada avaliação realizada em uma consulta médica. Nessa consulta informações colhidas da história clínica soma-se aos achados de exame físico. O exame físico deve ser dirigido a queixa, mas completo e minucioso atento aos detalhes específicos do paciente.

Realizada a consulta médica é definida a necessidade de exames complementares seja exames laboratoriais (sangue, urina, liquor), exames de imagem (radiografia simples, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética), estudos eletrofisiológicos e termométricos.

Casos em que persista dúvida sobre a causa da dor, utilizamos o bloqueio diagnóstico. O bloqueio diagnóstico permite que a dor do paciente seja reproduzida durante a aplicação da técnica, assim determinamos exatamente o local da coluna que causa a dor e que deve ser tratado. Read the rest of this entry »

Dor cervical ou Cervicalgia

01 / 02
2013


O que é dor cervical ou cervicalgia?

É a dor que atinge a região do pescoço (cervical) principalmente a região posterior, podendo essa dor se irradiar para os membros superiores (ombros e braços) ou não se limitando à região cervical.

Qual é a frequência da dor cervical?

A cervicalgia é menos comum que a dor lombar, acredita-se que 2/3 das pessoas terão pelo menos um episódio de dor cervical ao longo da vida. Portanto, é uma doença muito frequente. É mais comum em mulheres e idosos.

Quais são os fatores de riscos da cervicalgia?

Muitos fatores são semelhantes aos da lombalgia. Fatores que aumentam o risco do surgimento de dor cervical destaca-se o sexo feminino, faixa etária avançada e acidente automobilístico, principalmente batida no para-choque traseiro causando o movimento de “chicote”. Read the rest of this entry »