Como tratar dor cervical?

14 / 04
2014

O diagnóstico da dor cervical é feito por meio de uma detalhada avaliação realizada em uma consulta médica. Nessa consulta informações colhidas da história clínica soma-se aos achados de exame físico. O exame físico deve ser dirigido à queixa, mais completo e minucioso atento aos detalhes específicos do paciente.
 
Realizada a consulta médica é definida a necessidade de exames complementares seja exames laboratoriais (sangue, urina, liquor), exames de imagem (radiografia simples, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética), estudos eletrofisiológicos e termométricos.
 
Casos em que persistam dúvidas sobre a causa da dor, utilizamos o bloqueio diagnóstico. O bloqueio diagnóstico permite que a dor do paciente seja reproduzida durante a aplicação da técnica, assim determinamos exatamente o local da coluna que causa a dor e que deve ser tratado.
 
O tratamento da dor cervical aguda se apóia na tríade repouso relativo, correção postural e analgésicos. Acupuntura, fisioterapia, terapias de relaxamento, agentes tópicos são bons auxiliares ao tratamento. O uso do colar cervical pode ser útil, mas sempre por curto período. Os pacientes com dores intensas ou que não melhoram com o tratamento inicial têm melhor resposta com bloqueio terapêutico.
 
O tratamento da cervicalgia crônica é mais complexo. Envolve uma estratégia multiprofissional, em que o médico coordenará: o uso de medicamentos (analgésicos, opióides, antiinflamatórios, antineurálgicos, relaxantes musculares, neuromoduladores), terapia física (acupuntura, educação postural, reabilitação física). Alguns casos terapia psicológica (manejo de estressores, ansiedade e quadros depressivos) e terapia nutricional (adequação de dieta, perda ponderal, aumento de massa magra) podem ser necessárias.
Procedimentos minimamente invasivos como bloqueio terapêutico (com anestésicos ou toxina botulínica), radiculotomia (química ou radiofrequência), anuloplastia são opções que beneficiam os pacientes mais rebeldes ao tratamento.

Tratamento para dor oncológica

24 / 07
2013

A dor acomete de 60% a 80% dos pacientes diagnosticados com câncer sendo que menos da metade já a sentiam no momento do diagnóstico e cerca de 90% possuem o incomodo em fases avançadas da doença. Ciente de tais informações a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a dor associada ao câncer uma emergência médica mundial.
 
Uma das características principais da dor oncológica é sua intensidade que se divide em três níveis variáveis de acordo com alguns fatores como estadiamento da doença. O tratamento para a dor é prescrito com medicamentos que respeitam os níveis em que as dores são sentidas, podendo ser analgésicos simples e anti-inflamatórios, analgésicos moderados ou até mesmo opióides como morfina.
 
Além do tratamento com medicamentos, pacientes com câncer em sua grande maioria necessitam procurar alguns outros métodos que os ajudem a superar a dor, pois devido à gravidade da doença as dores podem agravar-se por motivos de origem psicológica em decorrência de possível depressão ou ansiedade. Há ainda as opções de bloqueio terapêutico ou bloqueio anestésico que associados ao uso de medicamentos apresentam melhora significativa em cerca de 50% dos pacientes.

Bloqueio Nervoso para dor oncológica

11 / 07
2013

O câncer de pâncreas em seu inicio costuma apresentar-se assintomático, porém em 80% dos casos quando começam a apresentar seus sintomas característicos que são dores na parte superior do abdômen e nas costas estão em estado avançado onde a cirurgia não pode ser realizada.
 
O uso da medicação usual como morfina para a redução da dor causada pelo câncer minimiza o sintoma, porém não o extingue e nem combate de maneira satisfatória melhorando a qualidade de vida do paciente, o bloqueio nervoso como método associado à medicação para a maior redução dos incômodos causados pelo câncer hoje é bastante utilizado para o tratamento desta e outras doenças.
 
O bloqueio nervoso age impedindo que os estímulos de dor cheguem até o cérebro com a implantação de uma agulha próxima ao nervo ou a articulação do músculo e injeta-se um agente terapêutico que pode ser anestésico, neurolítico físico ou neurolítico químico que inibe a manifestação da dor.
 
O tratamento quando realizado por profissionais qualificados para exercer tal função é seguro sendo contraindicado apenas para pacientes que possuem alguma infecção no local onde deve ser aplicado o bloqueio e em pacientes hemofílicos.

Tipos de Anestesia e suas utilizações

09 / 07
2013

A anestesia como o próprio nome já sugere é o processo realizado para anestesiar o corpo para que possa ser realizado qualquer processo cirúrgico e exames diagnósticos sem que haja a presença de dor em decorrência das incisões. A anestesia é um procedimento realizado mundialmente há cerca de 160 anos, e ainda hoje há bastante resistência dos pacientes quanto ao processo, por sem conhecimento o considerarem perigoso, sendo que a média de complicações é de 1 a cada 200.000 anestesias aplicadas. Antigamente algumas substâncias como álcool e éter eram usadas para a realização da anestesia, com o passar dos anos houve o aperfeiçoamento dos métodos até chegarmos aos utilizados nos dias de hoje.
 
Os tipos de anestesia variam de acordo com a complexidade do procedimento cirúrgico a ser realizado, nas mais simples o paciente permanece acordado sendo aplicada a sedação apenas local, já naqueles mais invasivos é comum a utilização da anestesia geral.
 
• Anestesia Geral: É aplicada via venal, deixando o paciente totalmente inconsciente sendo necessário o uso de respirador durante a realização da cirurgia.
 
• Sedação: É um estado de alteração de consciência que é ministrada em diferentes níveis, onde o paciente pode ficar totalmente acordado, ou pode apresentar profunda sonolência que é útil para a realização de exames como endoscopia.
 
• Anestesia Regional: Aquela no qual o sedativo é aplicado próximo a um nervo ou feixe de nervo para que parte do corpo seja anestesiado. A anestesia regional está subdividida em dois métodos:
- Raquianestesia (Raqui): A anestesia é introduzida na região lombar até localizar o líquido cefalorraquiano (no qual a medula espinhal é envolvida). É injetada uma pequena quantidade de anestesia proporcionando a perda da sensibilidade das pernas.
- Peridural: A técnica é semelhante à Raquianestesia, porém o volume de líquido anestésico ministrado é maior.
 
• Anestesia Local: É injetada a substância anestésica na pele perto ao local a ser operado, podendo ou não ser acompanhada de se sedação.
Os procedimentos descritos acima são realizados pelo médico anestesiologista (anestesista) que deverá estar presente durante todo o procedimento cirúrgico ou exame diagnóstico.

Acupuntura no tratamento da Fibromialgia

26 / 06
2013

A fibromialgia é síndrome crônica que causa dores persistentes e difusas em pontos dolorosos tensos conhecidos como “tender points” que podem estar presente em todo o corpo. Em decorrência destas dores a síndrome também pode causar sintomas como insônia, depressão, ansiedade, dores de cabeça, fadiga, rigidez matinal, síndrome do intestino irritável e síndrome da bexiga irritável.
 
O tratamento para fibromialgia pode ser realizado em diversas frentes e caberá ao médico e paciente analisarem o melhor método a ser aplicado, hoje um dos métodos utilizados para seu tratamento é a acupuntura.
 
A aplicação da acupuntura juntamente com outros procedimentos medicinais é empregada na diminuição dos sintomas da fibromialgia, apesar de ainda não haver um consenso entre a comunidade médica que consolide a acupuntura como um dos principais tratamentos para a doença, a maioria dos pacientes submetidos ao procedimento apresentam melhoras significativas. Realizando o estímulo dos terminais nervosos, o método proporciona o aumento da produção de serotonina e endorfina no sistema nervoso central, agindo como um intenso analgésico e suspendendo assim a dor. O procedimento realizado em pacientes que possuem dores localizadas em um conjunto de músculos e não em extensões por todo o corpo tendem a apresentar resultados mais satisfatórios.
 
As aplicações de acupuntura devem ser realizadas de maneira periódica, pois ainda não apresenta resultados permanentes no manejo da fibromialgia, devendo ser efetuadas com espaçamento determinado para que as dores não se tornem recorrentes.

Como é feito o diagnóstico da Dor Neuropática

12 / 06
2013


O diagnóstico da dor neuropática nem sempre é realizado rapidamente, pelas dores relatadas pelos pacientes serem facilmente associadas a outras doenças que poderiam ser causadoras de tal incomodo. A avaliação prévia é realizada através de uma detalhada avaliação clínica que considerará a latência da dor em relação ao seu inicio e a frequência com que se torna presente.
 
O diagnóstico da dor central é ainda mais complexo, já que não é possível estabelecer um padrão dos locais em que a dor concentra-se, dificultando assim a identificação de onde ocorreu a lesão no sistema nervoso central. A neuroanatomia da distribuição da dor neuropática ajuda no diagnóstico da dor central, pois comumente esta variante da dor neuropática acomete apenas um dos lados do corpo, com exceção a dor neuropática ocasionada por esclerose múltipla.
 
Para a realização do diagnóstico definitivo é necessário a realização de exames laboratoriais e de imagens que o permita como: Sangue, urina, radiografia simples, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética. A eletroneuromiografia revela acometimentos periféricos importantes para o diagnóstico em diabéticos.
 
Em casos específicos onde não foi possível sanar a causa da dor com os métodos citados acima, realiza-se o bloqueio diagnóstico que permite reproduzir a dor do paciente durante a aplicação do procedimento, podendo-se definir com exatidão a via nervosa que causa o incomodo.
 

Quais são as principais causas da Dor Neuropática?

07 / 06
2013

Os fatores que darão origem a Dor Neuropática são:
 
• Traumas: Acidentes ou fraturas cirúrgicas quando não tratados adequadamente podem afetar nervos periféricos, cranianos, medula espinhal, raízes dorsais, regiões do encéfalo.
 
• Doenças infecciosas: Doenças causadas por bactérias ou vírus deteriorando os nervos pela eliminação de toxinas ou pela presença de microrganismos nos mesmos. Determinante na causa de fortes dores que eventualmente podem persistir mesmo após o tratamento curativo da doença como na Herpes Zoster (cobreiro) e Tuberculose.
 
• Doenças metabólicas: Doenças como a diabetes mellitus em sua fase degenerativa pode lesar o revestimento dos nervos ocasionando a neuropatia diabética. A dor neuropática pode ser ocasionada também em decorrência de doenças como: Amiloidose, hipotireoidismo, AIDS, deficiência de vitaminas do complexo B, alcoolismo, doença de Fabry e doenças autoimunes.
 
• Doenças vasculares: Acidente vascular encefálico (derrame), siringobulbia e mal de Parkinson.
 
• Doenças medulares: Esclerose múltipla, lesões isquêmicas e siringomielia
 
• Doenças degenerativas: Hérnia de disco
 
Quando ocorre a danificação de vários nervos é denominada a polineuropatias que pode ocasionar dores no tronco, braços e pernas simultaneamente. As dores podem se apresentar de maneira continua ou intermitente, assim como possuem variações de intensidade de acordo com o estagio que está a doença ou o dano causado aos nervos.
 

Qual a definição para Dor Neuropática?

03 / 06
2013

Podendo ocorrer em qualquer ponto de uma via nervosa do corpo, a dor neuropática altera os sinais nervosos que são responsáveis por alertar o cérebro a algum possível dano ao que o corpo esteja expondo-se como lesões internas ou externas.
 
Na dor neuropática o incomodo sentido não é proveniente de doenças que acometem órgãos, tecidos ou glândulas do corpo, mas sim males que caracterizam má adaptação nas vias sensitivas ou centrais, ou seja, medula espinhal, cérebro e nervos periféricos. Essas alterações afetam principalmente a neuroplasticidade que possui a incumbência de manter os sintomas Podem-se apontar três diversos tipos de dor neuropática que acometem partes distintas do corpo e são provenientes de inúmeros fatores.
 
• Dor fantasma: Originaria da amputação de alguma parte do corpo em que o nervo foi lesionado. Cerca de 60% a 80% de pessoas amputadas sentem essa dor na região em que anteriormente o membro encontrava-se.
 
Read the rest of this entry »

Dor e Genética – Farmacogenética

20 / 09
2011

As polimórficas enzimas do citocromo P 450 metabolizam numerosas drogas e exibem considerável variabilidade interindividual em sua atividade catalítica. Alterações em bases críticas ou deleções resultam em RNAm e proteínas defeituosas com conseqüências para sua capacidade metabólica. Mais do que 80 distintas variações alélicas para CYP2D6 são conhecidas, o que conduzem a um amplo espectro de capacidade metabólica e diversidade de fenótipos nas populações.A variabilidade genética da capacidade metabólica da CYP2D6 é de importância clínica, pois aproximadamente 8-10% da população Caucasiana é afetada pelo traço autossômico recessivo de alelos não funcionais, caracterizado pela deficiente hidroxilação de diversas classes de drogas comumente usada, como beta-bloqueadores, anti-arrítimicos, antidepressivos, neurolépticos e analgésicos 16. Assim, indivíduos que são homozigotos para essa variante pouco metabolizadora do citocromo tem aumentado risco de sofrerem efeitos adversos devido a overdose da droga ou falha terapêutica devido ao pobre metabolismo da prodroga para o metabólito ativo (codeína e tramadol)17,18. Read the rest of this entry »

Tratamento da dor – Acupuntura

30 / 07
2011

A Acupuntura é o recurso terapêutico da medicina chinesa tradicional mais conhecido no ocidente é o meio pelo qual , mediante a inserção de agulhas promove-se a harmonização do organismo atingindo assim o tratamento das doenças.

Esta ciência surgiu na China em plena Idade da Pedra, isto é, há aproximadamente 4.500 anos. No entanto, apesar de sua antigüidade, continua evoluindo como toda área médica. Com o avanço tecnológico, outros instrumentos e técnicas como a eletroestimulação e o raio laser contribuem para o contínuo progresso dessa técnica milenar. Read the rest of this entry »